A maior parte das informações abaixo foram tiradas da apostila "Stapf - árvore genealógica e um pequeno histórico de nossa família", feita em 1994 por Léo Stapf.
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Um pouco de História
A família Stapf que está no Brasil chegou na década de 1920, e vieram de um vilarejo na Alemanha chamado Grossheubach am Main, pertencendo ao estado da Baviera (ou Bavária), ficando ao sul da Alemanha.
A Baviera é habitada desde o século VI pela tribo germânica dos "bávaros" ("baiuvarii" em latim). Os bávaros tinham aceitado a soberania dos francos, mas quiseram tornar-se independentes nos tempos de Tassilo III (fim do século VII e início do século VIII). O imperador Carlos Magno depôs Tassilo e fundou a "Östmark" (Marca do Oriente), país que viria a ser a Áustria (Österreich = Império do Oriente) para proteger o império de eventuais assaltos oriundos da Europa oriental e Ásia. E a Baviera foi incorporada ao seu império (Império Carolingio). De 817 a 1180 a Baviera pertenceu aos francos orientais cuja capital era Regensburg. De 1180 a 1918 foi governada pela família Wittelsbach com capital em Munique (München = cidade dos monges), cidade tão bela e rica que já foi chamada de "a capital secreta da Alemanha". Depois da guerra franco-alemã de 1870-1871 a Baviera passou a fazer parte da federação alemã.
A Baviera possui muitas indústrias de manufatura. Cultiva batata, beterraba de açúcar, trigo, cevada, feno e malte. Tem boas uvas e bom vinho e principalmente a famosa cerveja de Munique, que é consumida nas tavernas locais com comida típica (a salsinha branca, por exemplo). Os habitantes de Munique é considerado o maior consumidor de cerveja do mundo, e celebram este fato anualmente com a famosa Oktoberfest, a festa da cerveja.
A religião predominante do estado era e ainda é a católica, embora que com a vinda de muitos refugiados da Alemanha Oriental depois da II Guerra esta situação tenha mudado um pouco. Hoje já existem muitos luteranos habitando a Baviera.
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O berço da família
Grossheubach am Main, um pequeno vilarejo situado à margem direita do rio Meno (Main), é o berço da família Stapf. A tradução de Grossheubach poderia ser "grande arroio do feno" e fica em frente de Kleinheubach na outra margem do rio (klein = pequeno). O Meno, rio de médio porte para a concepção alemã, nasce nas montanhas Fichtelgebirge, próximo à dívida com a República Tcheca.
Grossheubach existe desde o começo do milênio, e tem aproximadamente 5.000 habitantes. O sobrenome Stapf é muito antigo no local, havendo inúmeros túmulos antigos com o sobrenome Stapf.
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Fotos de Grossheubach antigamente.... e hoje
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Os STAPF no Brasil
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Da Alemanha para o Brasil
Theodor Stapf levava uma vida na Alemanha que não fazia inveja à ninguém. Casou-se com Maria Haun em 1898 contra a vontade de ambas as famílias, sendo Maria deserdada por diversos motivos. Quando sua esposa faleceu em 1909, Theodor ficou sozinho, endividado e com 5 crianças pequenas para criar, as quais tiveram que trabalhar muito cedo. A única coisa boa foi que Theodor não foi chamado para combater na I Guerra Mundial, por ser viúvo e ter filhos para criar, ajudando apenas na retaguarda.
Theodor era canteiro (Steinmetz), que é a pessoa que corta, entalha, lapida e prepara as lápides de mármore para os túmulos, também esculpindo imagens em pedras. Mas também tinha um pequeno negócio de gêneros alimentícios.
Após a I Guerra Mundial, a Alemanha enfrentava uma crise muito grande, o desemprego era geral, surgindo muitas revoltas populares em razão do descontentamento. Nesta ocasião, Theodor estava muito doente, desenganado pelos médicos. Sofria de uma espécie de silicose, doença causada pela aspiração de poeira de mármore e outras pedras ao exercer sua profissão de canteiro. Até chegou a receber os pêsames por causa de uma notícia falsa sobre sua morte.
Nesta época um jornal publicou uma propaganda de uma tal"Companhia Colonizadora Nova Pátria" no Brasil. Esta propaganda prometia a venda de terra fértil em lotes de cerca de 50 hectares (uma enormidade para os padrões alemães). Dizia o anúncio que a terra poderia ser paga em até 10 anos, até mesmo com prestação de serviços. Era terra de mata virgem em pleno sertão mas, dizia a propaganda, que dentro de no máximo 4 anos seria construída uma moderna Estrada de Ferro que passaria no meio da gleba.
Um amigo e vizinho, chamado Gregor Oettinger, acabava de retornar da África passando pela Espanha, onde casara com a filha de uma homem muito rico, contra a vontade dos pais da moça, e influenciou os dois filhos mais velhos de Theodor a se interessarem pelo anúncio da propaganda. Gregor falava fluentemente o espanhol, língua que todos achavam ser o idioma falado no Brasil. Então combinaram de vir para o Brasil: Gregor (Oettinger) com sua esposa e filho Carlos, a irmã de Gregor, Anna Oettinger, junto com o marido Anton Kehl (natural de Miltenberg, a 4 km de Grossheubach), e os irmãos Eugen e Jakob Stapf (meu bisavô), que se gostassem do Brasil mandariam vir no ano seguinte as irmãs Elisabeth e Alexandra, e o pai Theodor.
Chegaram ao Brasil em 29 de Junho de 1921. Eugen e Jakobcompraram um sítio de um pouco mais que 21 alqueires paulista na Colônia Paulista, cujo centro mais próximo era Araçatuba, há 60 km em estrada de terra. Pagaram o sítio prestando serviço de conservação em 15 km de estrada: recebiam a metade do salário em dinheiro, e a outra metade era descontada da dívida do sítio.
Em 1922 vieram as irmãs Elisabeth e Alexandra com o pai Theodor.
Após o casamento, cada um dos irmãos seguiu seu rumo. Hoje seus descendentes estão por volta de 230 pessoas localizados principalmente em São Paulo e Paraná.
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A Trajetória dos 4 Irmãos no Brasil
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EUGEN STAPF - (Eugênio Stapf)Nascido: 07.08.1899
Falecido: 31.08.1972
Eugen casou-se com Hermine Schober em 1930; tiveram 13 filhos (2 faleceram no parto). Em 1950 comprou mais um sítio de 15 alqueires paulistas, e durante 8 anos trabalhou com lacticínio, fabricando e vendendo manteiga e requeijão na região. Mudou-se em 1956 para Adamantina, cidade recém criada em virtude da expansão dos trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro em 1947. Esta Estrada de Ferro já tinha sido prometida que seria construída dentro de no máximo 4 anos, na propaganda de 1920 na Alemanha. Em 1971 com quase todos os filhos casados ou morando em outras cidades, mudou-se para São Paulo perto de alguns filhos, também devido à sua idade. Em 1972 faleceu vítima de derrame.
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JAKOB STAPFNascido: 22.10.1900
Falecido: 20.10.1964
Jakob era agricultor na Colônia Paulista, casou-se com Erna Gerstenberger, também moradora da colônia, e em 1937 mudou-se com a família e 6 filhos para a Colônia Tannenberg, atualmente pertencente ao município de Caiabú-SP. Quando começou a II Guerra Mundial, começou a se preparar para voltar para a Alemanha, vendendo todas as criações, mas a guerra não terminava e diante das notícias de recuo da Alemanha, voltaram a plantar e criar animais. Quando a guerra terminou, todos os moradores da Colônia Tannenberg começaram a se mudar, na maior parte para as grandes cidades. Para não ficar sozinho na colônia, mudaram-se para Indiana e lá abriram uma sorveteria. O novo negócio não deu certo, e foram para Goiás, por indicação de um amigo, estabelecendo-se em Ceres e mais tarde em Anápolis. Na década de 50 Jakob foi para São Paulopara junto dos filhos que ali trabalhavam, e onde veio a falecer em 1964.
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ELISABETH STAPFNascida: 16.09.1901
Elisabeth (Elsa) casou-se com Gregor Oettinger, que estava viúvo com 1 filho (Carlos). A partir de 1934 seu marido foi vítima de malária crônica, a qual trouxera da África onde combatera na I Guerra Mundial. Paralítico, viveu os últimos 15 anos de sua vida numa cadeira de rodas, vindo a falecer em 1954. Elza teve que lutar muito para educar e criar as 3 filhas e o enteado. Mais tarde, por volta de 1960, juntou-se a Michel Röhrig, que era viúvo e sogro de Hermine, uma das filhas de Elza. Elza estava na casa de Hermine quando foi assassinada por estrangulamento com um cordão de ferro de passar roupa por um ladrão que ia assaltar a casa, em 1983.Falecida: ??.10.1983 | ||
Arquivos de Descendentes
Eugen Stapf - Descendentes - (eugenstapf.rtf - 40 KB)Jakob Stapf - Descendentes - (jakobstapf - 53 KB)Elisabeth Stapf - Descendentes - (elisabethstapf.rtf - 14 KB)Alexandra Stapf - Descendentes - (alexandrastapf.rtf - 72,5 KB)
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ALEXANDRA STAPFNascida: 24.10.1904
Alexandra (Sanni) casou-se com Heinrich Hammer em 1927, também morador da colônia Paulista. Heinrich era ferramenteiro antes de vir para o Brasil, tornando-se agricultor na colônia. Em 1937 mudaram-se para Bauru onde abriram uma floricultura. Em 1941 foram para São Paulo, até 1957 quando foram paraGuarulhos, onde Heinrich abriu uma pequena indústria de artefatos plásticos, que ficou para o filho Alfredo. Tiveram 7 filhos, porém 2 faleceram cedo.Falecida: 26.06.1969 | |
Tiveram ainda uma irmã caçula que faleceu ainda criança, Frieda Stapf, nascida em 1906 e falecida em 1911. Veio a falecer vitimada por uma queda ao brincar de pular de uma mesa, ao cair bateu a cabeça em uma aresta de uma mureta. | ||

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